Para o último mês deste ano, reservamos um castiçal entalhado, decorado a vermelho com talha dourada, de base circular com um friso de coração, cuja decoração vegetalista exibe folhas de acanto.
Os castiçais são compostos por três partes distintas: a base, a haste e o copo com ou sem aparador ou arandela. São, sobretudo nesta época barroca, peças belíssimas, com cor, relevo e muito movimento decorativo.
Os castiçais são essenciais na vida dos Paços, não apenas como elemento decorativo mas, sobretudo, como objeto de extrema necessidade na iluminação do interior das câmaras. E este é, sem dúvida, um dos mais belos e elegantes exemplares de castiçais barrocos do nosso acervo.
O momento em que os primeiros hominídeos conseguiram fazer e controlar o fogo, há cerca de 1,5 milhões de anos, alterou todo o percurso da vida humana. Proporcionou proteção, proporcionou calor e proporcionou luz. O domínio do fogo trouxe ainda avanços inquestionáveis no trabalho sobre metais, no fabrico de armas e de instrumentos agrícolas, na cozedura de pastas cerâmicas, no trabalho do vidro, e muito mais. O fogo é ainda um dos quatro elementos que acompanha a terra, a água e o ar. Curiosamente, o fogo manifesta-se de forma ascendente e aponta sempre para o céu. Também a isso se deve a sua carga simbólica, muitas vezes associada, por diversos povos e culturas, à representação Divina.
Este mês de dezembro, um dos meses mais frios do inverno português, mas também um mês especial em muitas culturas por todo o mundo, selecionámos este castiçal, como forma de iluminar e aquecer os nossos dias e as nossas noites.
 Castiçal