Um modo de perpetuar a memória das pessoas, antes do aparecimento da fotografia, era retratá-las através da pintura. O retrato de Juan de Palafox e Mendoza é um exemplo disso. Conhecem-se vários retratos de Palafox, o que se fica a dever à importância da sua posição social, à sua intervenção religiosa, administrativa e cultural no México e, principalmente, à campanha iniciada em 1666 (Osma) e 1688 (Puebla de los Ángeles) e tendente à sua beatificação, a qual só veio a ocorrer durante o pontificado de Bento XVI, em 2010.
Juan de Palafox e Mendoza era filho natural de Dom Jaime Palafox, Marquês de Ariza (Espanha). Estudou em Alcalá de Henares e em Salamanca. Foi ordenado sacerdote em 1626 e, em 1639, nomeado Bispo de Tlaxcala, em Puebla de los Ángeles (México). Em 1642, durante alguns meses, assumiu o cargo de vice-rei da Nova Espanha. Manteve-se em Puebla de los Angeles entre 1639 e 1653, data em que regressa a Espanha e é nomeado bispo de Osma, cidade onde permanece até à data da sua morte (1659).
 Juan de Palafox