A lamparina, nos dias de hoje, é meramente utilizada como elemento decorativo. No entanto, até ao século XIX, o fogo da lamparina foi o principal meio de iluminação.
Na pré-história, com a descoberta do fogo, para além da cozedura dos alimentos, do trabalho sobre os metais, foi possível a iluminação de locais fechados.
O primeiro combustível utilizado como fonte de energia para alimentar o fogo, foi a gordura animal, armazenada em lucernas (chifres de animais, conchas marinhas e pedras que tinham cavidades naturais).
Durante séculos, vários artefatos feitos em diversos materiais foram criados para armazenar o fogo (argila, cerâmica, bronze, latão, prata, ouro). As suas formas tornaram-se cada vez mais decorativas e complexas, muitas vezes refletindo as influências culturais de cada povo.
Em várias culturas, as lamparinas têm um significado religioso. Como fonte de luz nas épocas em que a escuridão era universalmente temida, simbolicamente iluminavam o caminho em direção à luz. Muitas vezes eram enterradas com os mortos para afastar os maus espíritos ou iluminar o seu caminho para a próxima vida.
Aquando da descoberta da eletricidade, em meados do século XIX, tudo mudou...