Esta escultura em calcário do século XVI representa Santa Bárbara, uma santa cristã, invocada como protetora das tempestades, raios e trovões.

Conta a lenda que Santa Bárbara, que terá nascido nos finais do século III na cidade de Nicomédia (atual Izmit, na Turquia), era filha única de um homem muito rico e poderoso e adorador dos deuses Greco-romanos. No entanto, Bárbara que seria muito bonita e inteligente, às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. O pai, numa tentativa de controlá-la, prendeu-a numa torre com duas janelas. Durante uma viagem em que ele teve de se ausentar, Bárbara, mandou abrir uma terceira janela em honra à Santíssima Trindade e conseguiu até ser batizada. Quando o pai regressou e descobriu que a filha tinha decidido entregar a sua vida a Jesus Cristo, ficou furioso e mandou torturá-la e queimá-la. Mas, segundo a lenda, o fogo nada lhe fez. Aí o pai puxou da sua espada e decapitou-a. Logo após a sua morte, um raio fulminou o seu assassino. É por isso que Santa Bárbara é invocada, nas tempestades, contra os raios e trovões. É também considerada a padroeira de todos aqueles que trabalham com fogo.

A peça em destaque do mês de Julho mostra a Santa Bárbara com a torre na mão esquerda, símbolo da sua clausura forçada e, na mão direita, uma palma, símbolo do seu martírio.