A Virgem da Piedade é a representação da Virgem Maria com Jesus Cristo morto nos seus braços, após a crucificação, morte e descida da cruz.
Os detalhes, as posições das personagens e a pose de Cristo podem variar. Nas representações mais antigas Cristo jaz aos pés da Virgem com a cabeça, apenas, apoiada no regaço da Mãe. Esta representação evolucionou, e Cristo começou a ser representado sobre os joelhos da Virgem, por vezes com a estatura de um menino, representando a ilusão da Mãe de ter o Seu Filho ao colo como se Este tivesse voltado à infância. Neste caso, a Virgem aparece representada mais jovem. A partir do século XVI, Cristo pode também aparecer estendido aos pés da Mãe.
Não se encontram referências a este tema nem nos Evangelhos nem no culto oficial. Surge nos pintores Bizantinos do século XII, passando para o Ocidente, via Alemanha, onde fica conhecida como Vesperbild, no século XIII. Daí expande-se para outros países, principalmente do norte e centro da Europa. Torna-se popular em França e é um cardeal francês, Jean Bilhères de Lagraulas, quem faz a encomenda daquela que se tornaria, talvez, a mais célebre de todas: a Pietà de Miguel Ângelo, hoje na Basílica de S. Pedro, no Vaticano.

A peça que lhe mostramos este mês apresenta uma Virgem com um manto azul rematado a dourado e vestes brancas e vermelhas. Com lágrimas a escorrer pelo rosto, Maria foca o seu olhar em Cristo, que jaz morto e ensanguentado no Seu colo.


Pietà