N.º de Inventário: PD0484
Autoria: Desconhecida
Datação: Séc. XVIII
Altura x Largura: 136,5 x 183



Talvez não seja difícil entender porque era a Europa o centro do mundo ao observarmos este mapa atribuído a Lopo Homem (1519).

Os mares eram controlados por Portugueses, Espanhóis, Holandeses, Franceses e Ingleses e todos os bens convergiam para a Europa. As grandes cidades mundiais eram Lisboa, Sevilha, Cádis, Veneza, Génova, Antuérpia, Amesterdão e Londres.

Nas suas ruas “respirava-se” o ouro africano, a prata e as madeiras exóticas americanas, as especiarias indianas e o chá e as porcelanas orientais.

Esta tela reflete-nos, claramente, o tempo do imperialismo europeu, surgindo a Europa ricamente vestida, com uma arquitetura na mão representando o poder da Igreja e com os frutos simbolizando a riqueza e a prosperidade.

Com tom de pele amarelado a Ásia aparece trazendo pérolas, ouro e os seus cheiros místicos representados no incenso.
A mulher representando as Américas surge-nos com plumas de aves exóticas na cabeça e uma aljada com flechas, qual amazona.

De pele mais escura, a África surge com um turbante com tromba e dentes de elefante, um escorpião na mão esquerda e uma flecha surgida por detrás dele.

Todas trazem as suas riquezas à Europa...