O gomil é um jarro, que poderia ser de metal ou cerâmica, usado quase sempre acompanhado por uma bacia de «água-às-mãos» necessário, tanto nas abluções litúrgicas mais solenes, como na higiene das mãos integrante no ritual à mesa.

A lavanda é a bacia que, normalmente, acompanha o gomil, sendo também conhecida por bacia de barba, devido à abertura que se nota no rebordo da mesma. Devido a esta forma peculiar há quem lhes chame também de «bacias degoladas». Por isso, além de servirem para colocar a água, eram também usadas pelos barbeiros no ato de «fazer a barba».

Estas duas peças são produzidas em estanho, um metal prateado, maleável, mas sólido nas condições ambientais normais. Não se oxida facilmente com o ar e é resistente à corrosão, sendo, por isso, usado como revestimento de outros metais para impedir essa mesma corrosão ou outra ação química. É um dos metais mais antigos conhecido, e foi usado como um dos componentes do bronze desde a antiguidade. Devido à sua capacidade de endurecer o cobre, a liga estanho-cobre (bronze) foi utilizada para produzir armas e utensílios desde 3500 a. C.

D. Quixote de La Mancha, personagem criada por Miguel de Cervantes, utilizava uma lavanda a servir de elmo. Certa vez terá visto um comerciante carregado de mercadorias com a sua bacia de barba na cabeça, visto não ter outro lugar para a colocar. Ao ver a bacia a brilhar à distância com o sol do meio-dia, Dom Quixote pensou que era o elmo encantado de Mambrino. Expulsou, então, o comerciante com pancadas da sua lança e tomou para si a bacia, que passou a usar na cabeça todo orgulhoso.