Sofreu diversas adaptações ao longo dos tempos, ajustando-se às exigências, modas e gostos do momento.
Tendo sido introduzido pelos árabes durante o período da ocupação da Península Ibérica, o Bargueño, enquanto contador espanhol, atingiu o seu auge nos séculos XVI e XVII.
É constituído por dois corpos: o superior funciona como escritório, com um tampo frontal que não só protege as gavetas como, depois de aberto, se torna uma superfície horizontal para escrever. As suas pegas laterais facilitam o seu transporte. O interior, profundamente decorado, contrasta com a decoração mais austera do exterior. O corpo inferior serve como suporte e pode ser uma mesa de “pie de puente” ou um móvel com portas e gavetas.
Não se conhece a origem e o verdadeiro significado da palavra “bargueño”. Tradicionalmente atribui-se a origem do nome à povoação de Bargas (Toledo), suposto centro produtor deste tipo de mobiliário; ou a um prestigiado entalhador toledano chamado Vargas. No entanto, o termo Bargueño foi utilizado pela primeira vez em 1872, no Catálogo de Objectos Artísticos Espanhóis do Museu Victoria and Albert de Londres, e foi admitido pela Real Academia da Língua em 1914.