A Páscoa, para os cristãos, comemora a ressurreição de Jesus Cristo, considerado o Cordeiro de Deus (“Agnus Dei”), sacrificado em prol da salvação de toda a Humanidade. Para os judeus, os descendentes dos hebreus, a Páscoa (“Pessach” em hebraico, ou seja, passagem) comemora a saída destes do Egito, onde eram escravos (o povo de Israel sacrificou um cordeiro e passou o seu sangue sobre as portas das suas casas para os seus primogénitos sobreviverem à passagem do anjo da morte).
A representação do “Agnus Dei” ou Cordeiro Místico, interpretado como metáfora de Jesus Cristo, atinge no séc. XVII pleno sucesso como tema da iconografia sacra. Esta pintura foi desde sempre atribuída a Josefa de Óbidos (Josefa de Ayalla).
A pintura barroca desta grande pintora portuguesa ficou conhecida pelos seus trabalhos de inspiração religiosa e pelas suas naturezas-mortas (flores, frutas, animais e objetos inanimados).

“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29)

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem


Introduzido na missa pelo Papa Sérgio II (687-701)