Após séculos de abandono e ruína, o Paço dos Duques de Bragança sofreu grandes obras de restauro no segundo quartel do século XX, entre 1939-1952. É na década de 50, quando se aproxima o final destas obras de beneficiação, que é definida a função a dar ao Paço após a sua reconstrução: Residência Oficial da Presidência da República no Norte do País.
Para a recepção do Presidente do Brasil, Café Filho, em 1955, era necessário prover o Paço com comodidade e qualidade para albergar Chefes de Estado. É, por isso, constituída uma comissão denominada “Comissão de Mobiliário”. Esta comissão procurou recriar o ambiente de um Paço Ducal, com obras de arte provenientes de outros palácios e museus nacionais, bem como de antiquários nacionais e estrangeiros. Não se recorreria a mobiliário medieval pois, para além da sua raridade, tinha um elevado custo. Desta forma, as colecções que compõem o acervo do Museu e Ala Presidencial, que vai ocupar todo o 1º piso do Paço dos Duques de Bragança de Guimarães, são muito variadas: pintura sob madeira e tela, escultura em calcário e madeira, talha dourada, cerâmica (grés, faiança e porcelana), mobiliário português e flamengo, tapeçarias (de Pastrana, de Aubusson e flamengas). Para além da sua colecção, o Paço dos Duques de Bragança tem um conjunto muito interessante de tectos em madeira de castanho, no Salão dos Banquetes, Capela e Salão Nobre, na Antecâmara e no Quarto, onde encontramos representadas cenas de caça, do quotidiano e motivos florais.


Pintura

Mobiliário

Têxteis

Cerâmica

Escultura

Gravura

Armas