D. Teresa é filha de D. Afonso VI, rei de Leão e Castela e de Ximena Nunes. Pouco se sabe da sua mocidade pois as referências à Infanta surgem apenas aquando do seu casamento com Conde Henrique de Borgonha, um nobre francês.
D. Teresa viveu os primeiros anos do seu casamento em Toledo, mudando-se mais tarde para o Condado Portucalense, território que D. Afonso VI havia doado a título hereditário ao casal, que se estabelece em Guimarães.
Mulher inteligente, ambiciosa e de grande tenacidade toma sem dificuldade a regência do Condado aquando da morte de seu marido, adotando, desde 1117 o título da “Regina” (rainha) assumindo uma soberania inesperada, facto que origina uma relação problemática com D. Afonso VII, rei de Leão e Castela.
Uma vez à frente do Condado, prosseguiu a política do Conde D. Henrique com vista à independência e alargamento do território portucalense. D. Teresa vai aliar-se ao conde galego Fernão Peres de Trava, com o qual estabelece uma relação conjugal. Esta relação dava uma relativa supremacia às políticas de alianças galaico-portucalenses suscitando algum desconforto naqueles que defendiam uma politica de efetiva independência face a Leão e Castela.
Após a derrota na Batalha de S. Mamede em 24 de junho de 1128, travada com D. Afonso Henriques seu filho, D. Teresa abandona o território português e refugia-se na Galiza, onde viria a falecer em 1130 com cerca de 50 anos.
Encontra-se sepultada na Sé de Braga onde também repousa o seu primeiro marido, o Conde D. Henrique.