No seu tempo, a Condessa Mumadona Dias foi a dama mais rica e poderosa do Noroeste Peninsular. Era filha dos Condes Diogo Fernandes e Onega, esposa do Conde Hermenegildo Gonçalves (filho dos Condes Gonçalo e Teresa, fundadores do Mosteiro de Carvoeiro na Galiza) de quem teve seis filhos: Gonçalo Mendes, Diogo Mendes, Ramiro Mendes, diácono, Onega Mendes, Nuno Mendes e Árias ou Ariano Mendes. Mumadona Dias foi a fundadora de Guimarães ao mandar erguer o Mosteiro em honra de Santa Maria e o Castelo.
Após a morte do marido em 928, a Condessa Mumadona Dias partilhou com os seus filhos os vastos domínios que o casal possuía. As terras de Guimarães ficaram com a sua filha Onega que era, na altura, religiosa. Mumadona funda aqui o Mosteiro de Santa Maria em 950 onde professou e ao qual doaria terras, gados, ornamentos de culto, livros de caráter religioso e outros rendimentos. Sabe-se hoje que este Mosteiro possuía uma notável e valiosa biblioteca.
Quando a sua filha Onega abandona a vida religiosa, Mumadona Dias concede-lhe outros bens em troca das terras de Guimarães e torna-se, assim, dona absoluta das mesmas.
No sentido de afirmar o seu poder e proteger o mosteiro e as suas gentes de ataques invasores dos Normandos que assolavam as costas portuguesas com muita regularidade, determinou a edificação de uma fortificação, na parte alta de Guimarães, à volta do qual se desenvolveu uma das duas vilas de Guimarães: a Vila de Cima ou a Vila do Castelo.
 “(...)laboravimus castellum quod vocitant sanetum mames in locum predictum alpe latito quod est super huius monasterio constructum et post defensaculo huius sancto cenobio concedimus cum fratribus et sororibus in ipso monasterio persistentibus…”.
A referência é clara, e dá conta da necessidade de defender o Mosteiro recém-edificado. O castelo por sua vez erguia-se no local “previsto”, isto é, “alpe latito” ou Monte Latito.