A arte pública celebra o Berço da Poesia Portuguesa através dos Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses da Idade Média, na perspectiva dos homens que se colocaram na pele das mulheres para sentirem, por elas, as «coitas de amor».

Numa re-interpretação poética e musical de Gisela Cañamero e José Manhita, em HOMENS QUE FALAM COMO MULHERES, o público poderá ter acesso, em português contemporâneo - com retroversão de Natália Correia e de G. Cañamero - a poemas e autores que fazem parte do início da História da Literatura Portuguesa  (séc XII), como João Garcia de Guilhade, Pero Viviães, João Airas de Santiago ou Martim de Guinzo, entre outros.

Estes autores, que, nas Cantigas de Amigo, entendem dar voz às mulheres nas mais diversas situações - desde a donzela apaixonada à mulher casada, do diálogo mãe/filha à fuga desta para o encontro amoroso, do amor correspondido à relação defraudada - obedecem, na tradição provençal, às Leis publicadas por André Capelão (sécXII)  em «Tractatus de Amore»  («Tratado Sobre o Amor»). No entanto, os arcaísmos presentes nestas Cantigas de Amigo, são testemunho da existência de um lirismo, presente no Noroeste da Península Ibérica, anterior às primeiras influências provençais.

Tradução
Natália Correia | Gisela Cañamero

Interpretação | Música
Gisela Cañamero | José Manhita

Clarinete
Mónica Amaral

Produção Executiva
Raul Bule

Design gráfico
Inês Machado