A indefinição sobre a função a atribuir ao Paço durou todo o período das obras de reconstrução, isto é, vinte e dois anos.
No entanto, nos anos 50 começou a ganhar força a função “Residência Oficial do Chefe de Estado”. Nessa década, ainda durante o restauro, o General Craveiro Lopes usou o Palácio para atos oficiais, nomeadamente em 1953, nas comemorações do 1º Centenário da elevação de Guimarães a cidade e, mais tarde, em 1955, na visita oficial deste mesmo presidente com o seu homólogo brasileiro João Café Filho.
Devido ao atraso das obras provocado, principalmente, pela indefinição da função a atribuir ao Paço, o Ministro das Obras Públicas, Eng. Arantes de Oliveira, decide acelerá-las no seguimento de algumas conversas com o Presidente do Conselho de Ministros. Existem despachos do Ministro das Obras Públicas no sentido de “acelerar a conclusão do andar nobre e da parte residencial”. Para isso, foi criada a Comissão de Mobiliário, em junho 1955, com a finalidade de adquirir modelos apropriados à categoria de Residência Oficial e realiza-se, em fevereiro de 1959, a visita de elementos do Ministério das Obras Públicas a Guimarães para preparar a inauguração do Paço. Um jornal da época publica o seguinte: “... Estando já concluído o restauro do Paço dos Duques de Bragança, cujo monumento se destina, parte a Museu, e parte a Residência Presidencial, ...”.
A 24 de junho de 1959 é finalmente inaugurado o Paço dos Duques de Bragança com a atribuição das funções de Museu e Residência Oficial do Presidente da República no Norte do País, ou melhor “residência de verão do Chefe de Estado nas suas deslocações ao norte do país”.