D. Afonso I, filho ilegítimo de D. João I e de Inês Pires Esteves, nasceu provavelmente em 1380, no Castelo de Veiros. Em 1401 casou com D. Beatriz Pereira, de quem teve três filhos. Depois de enviuvar, casou com D. Constança de Noronha, de quem não teve filhos, e mandou construir o Palácio dos Duques de Bragança de Guimarães.
A primeira esposa de D. Afonso era filha de Nuno Álvares Pereira e, como dote pelo casamento com o infante, recebera: a vila e castelo de Chaves, a terra e o julgado de Montenegro, o castelo de Montalegre, as terras de Barroso e Barcelos, a que se juntavam outros coutos e honras de Entre-Douro-e-Minho e de Trás-os-Montes. Estes bens acrescentaram-se às doações de D. João I a seu filho, sobretudo os julgados de Viana, Faria e Vermoim e ainda a terra de Penafiel. Foi este, portanto, o imenso núcleo patrimonial que esteve na origem da Casa de Bragança, cujo título ducal viria a ser concedido a D. Afonso em 1442. Em 1414, D. Afonso enviuvou e contraiu segundas núpcias com D. Constança de Noronha, em 1420.
Participante ativo das campanhas africanas, D. Afonso esteve presente na conquista de Ceuta, em 1415, e nas lutas da regência em 1438, opondo-se a D. Pedro e fazendo do seu condado um baluarte de contestação.
A nomeação de D. Afonso para governador de Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes, em maio de 1440, não impediu que, direta ou indiretamente, continuasse a lutar pelo afastamento de D. Pedro da regência do reino, como se verificou na Batalha de Alfarrobeira, onde combateu ao lado de D. Afonso V. D. Afonso, 1º Duque de Bragança morreu em 1461. Sepultado em Chaves até 1942, é posteriormente trasladado para Vila Viçosa.