Construção

O Paço dos Duques de Bragança de Guimarães foi mandado construir entre os anos 1420-22 pelo 8º Conde de Barcelos, D. Afonso (1380-1461), filho bastardo de D. João I e D. Inês Pires Esteves. Foi neste Paço que D. Afonso estabeleceu residência com D. Constança de Noronha, sua segunda esposa.
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Abandono e ruína

Ao contrário do que é dito frequentemente, a construção do Paço dos Duques de Bragança em Vila Viçosa não originou um imediato abandono do Paço de Guimarães pelos Duques de Bragança. Terá sido apenas durante o domínio Filipino que o processo de degradação do Paço se iniciou.
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Ocupação como Quartel

A degradação paulatina do Paço Ducal levou a um outro processo muito habitual no séc. XIX: a utilização de antigos espaços para novas funções. O Paço dos Duques de Bragança foi ocupado como Quartel Militar entre 1807 e 1935. Entre estes anos passaram por este Paço várias tropas, tais como: o Batalhão 2º de Olivença, o Batalhão 14, o Regimento de Milícias de Guimarães n.º 15, entre outros.
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Restauro

O Paço dos Duques de Bragança de Guimarães beneficiou de obras de reconstrução entre 1937 e 1959, obra esta que teve a responsabilidade do Arquiteto Rogério de Azevedo. Apesar de estas obras ultrapassarem o ano 1959, oficialmente, considera-se esta data como a baliza temporal das obras pois marca a inauguração do Paço como Residência Oficial da Presidência da República (ou Residência de verão da Presidência da República, como era denominado pela imprensa da época) e como Museu.
Estas obras de beneficiação foram pautadas por vicissitudes várias, devido sobretudo à sua conturbada história, à escassa documentação existente e ao contexto histórico particular em que este restauro se realizou.
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O Paço como Residência Oficial da Presidência da República

A indefinição sobre a função a atribuir ao Paço durou todo o período das obras de reconstrução, isto é, vinte e dois anos. No entanto, nos anos 50 começou a ganhar força a função “Residência Oficial do Chefe de Estado”.
A 25 de junho de 1959 é finalmente inaugurado o Paço dos Duques de Bragança com a atribuição das funções de Museu e Residência Oficial do Presidente da República no Norte do País, ou melhor “residência de verão do Chefe de Estado nas suas deslocações ao norte do país”.
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O Paço como Museu

A ideia de adaptar o Paço dos Duques a Palácio Nacional, com um museu visitável, nunca foi expressa de forma oficial. Havia divergências entre os responsáveis políticos portugueses, os altos cargos diretivos e os arquitetos da Direção Geral Edifícios e Monumentos Nacionais, no que respeita à utilização a dar ao edifício. Estes pretendiam que o Paço albergasse um pequeno museu, mas o Ministro das Obras Públicas, Arantes de Oliveira, preferia dar-lhe uma função política. Este ministro dá indicação para que as dependências dos dois lados da Capela fossem destinadas a receber dois Chefes de Estado, pelo que, metade do edifício teria uma função exclusivamente residencial.
A outra parte, ou seja, o restante edifício, enquanto era concluído o seu restauro arquitetónico, era entregue à Comissão de Mobiliário para definir a utilização das salas que restavam do Paço, concretamente todo o rés do chão e o piso nobre do Paço, o 1º andar.
Por despacho do Presidente do Conselho, Dr. António de Oliveira Salazar, publicado no Decreto-Lei 42.365, de 4 de julho de 1959, o Paço dos Duques passa a ser equiparado a Palácio Nacional. Em 1959, a 26 de agosto, é aberto pela primeira vez ao público, como Museu, tendo recebido cerca de 200 visitantes nesse dia.
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